Aprecio esse ditado. Nele mostra-se uma grande quantidade de sabedoria e vivência popular. Talvez eu seja por demais crítico e ou (in)tolerante demais. Mas, ao olhar a meu redor seleciono muito bem com quem compartilho ou não. Digo, nem sempre acerto, que a pessoa é subproduto do meio que ela vive. E não adianta não podemos fugir disso. Os arquétipos estão ali, e são na sua grande maioria comuns. Volta e meia aparce um diamante bruto no meio a caverna densa e escura. Pense assim, ou ele se lapida ou continua bruto para sempre. O problema que muitos aindameioquelapidados parecem lapidados, e ai reside o tormento.
As aparências, nos anos que vivi e passei o mais comum é ver pessoas que são aquilo que são, ou as pessoas que "mudam" para ser aceitas. E isso não é só no "mainstream" o convencional se esconde menos que "inusitados" que aliás nada tem em inusitado ou extraordinário o fato de alguém ser de carne e osso.
A humanidade cansa.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
The end of the road
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Aparências - além da visão.
Existem coisas que vão além do que os olhos podem ver. A visão de fato apenas nos impede o raciocínio algumas vezes. "Qual sua tragédia?" "Qual seu nome?" "Quem é você?". Essa "estranheza" vai além do que os olhos podem ver. O momento deferido, a hora morta. Mas, há algo que puxa nas entranhas do ser, uma força maior.
O mundo um rio de possibilidades embora meu ceticismo diga que tudo é aleatório, existe sempre uma certa ordem no caos. Penso que alguns ciclos se auto-renovam em si mesmos enquanto outros apodrecem lentamente. Como o lamento aos mortos, ou ao contemplar algo com aquela carinha de dejá vu.
Ai tu pensas:
-Ah, pode ser o cigarro ou café.
Escuridão não é uma coisa ruim (e nem boa) é apenas a ausência de luz. Veja bem, não gosto de luz pois irrita meus olhos. Pela lógica para mim, luz é algo ruim. E como tudo é opinião, e o blog é meu, prefiro o escuro. Embora pareça algo desacerbadamente cliché, há um certo charme nas partes que ficam escondidas. E a luz revela demais, imperfeições que são imperceptíveis no umbral.
Nada é perfeito.
Nada é eterno.
E nada é perfeitamente eterno.
Porém, existem alguns intanstes que são. Ora tormento, ora gozo. E a repetição cria uma fábrica do eterno.
Assim como todos não sou transparente.
O individual anda abalado.
Existence fails...
Tomorrow prevails...
Anyway...
Ando muito desconsertado mesmo.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Coma Diário
A cada dia que vai passando vou me arrastando na leitura de "Diário" - Chuch Palahniuk. Esse é um daqueles livros que vão te enlaçando devagar. Diferentemente de "Monstros Invisíveis" e "Sobrevivente" Diário é uma novela e as coisas vão acontecendo no percurso do livro. No primeiro - Monstros Invisíveis - a narrativa começa já próxima do desfecho, Shannon vive indo e vindo em suas memórias. Em Sobrevivente a narrativa começa do último capitulo indo ao primeiro, quando acham a caixa-preta do avião sequestrado pelo mesmo. Em Diário novamente vemos os personagens criando cada vez mais vida e mostrando a hipocrisia humana sem máscaras e ou bandaids. Desta vez há o coma, a escola de belas-artes, as relações de matrimônio, familiares em geral, dinheiro, ideologias. A trama é bem mais complexa que as anteriores, além de ser um livro mais denso pois nem sempre é o mesmo narrador e todo cuidado é pouco para não se perder, embora cada personagem tenha voz própria.
"Dê uma olhada no espelho. Veja bem seu rosto. Veja seus olhos, sua boca.
É isso que você acha que conhece melhor."
Os temas abordados vão além de uma simples história linear das (des)venturas de um casal, um em coma real, e outro em "coma" em vida.
"Todos estamos em coma, você só não sabe o seu.(...) Beber é meu coma pessoal"
"Você está condenado a ser você(...) A sua caligrafia. O modo como você anda. Que padrão de porcelana você escolhe. Tudo isso lhe denuncia. Tudo o que você faz mostra a sua mão.
Tudo é um auto-retrato.
Tudo é um diário."
Apenas alguns fragmentos...
Em época de bienal, postarei a relação dos personagens oriundos de uma faculdade de belas-artes e meus pontos de vista da mesma maneira.
Síndrome de Stendhal foi o que senti lendo este livro.
"Dê uma olhada no espelho. Veja bem seu rosto. Veja seus olhos, sua boca.
É isso que você acha que conhece melhor."
Os temas abordados vão além de uma simples história linear das (des)venturas de um casal, um em coma real, e outro em "coma" em vida.
"Todos estamos em coma, você só não sabe o seu.(...) Beber é meu coma pessoal"
"Você está condenado a ser você(...) A sua caligrafia. O modo como você anda. Que padrão de porcelana você escolhe. Tudo isso lhe denuncia. Tudo o que você faz mostra a sua mão.
Tudo é um auto-retrato.
Tudo é um diário."
Apenas alguns fragmentos...
Em época de bienal, postarei a relação dos personagens oriundos de uma faculdade de belas-artes e meus pontos de vista da mesma maneira.
Síndrome de Stendhal foi o que senti lendo este livro.
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domingo, 18 de outubro de 2009
Para Susan com amor
Esta não é uma história de amor, e eu nem sequer conheço uma tal de Susan. Houve uma época que alguém à conheceu. Era um doutor-bioquímico suíço com nome alemão.
Wilhelm é o pai disso que seguro na minha mão esquerda, a droga mais potente de todo o mundo:
-Para Susan com amor.
Irônico não? Susan era a esposa de Wilhelm que tinha um caso com Zoe. Zoe era prostituta e Susan por sua vez era pintora. Talvez você fique entediado com essa parte da história, como lhe falei não há amor aqui, e Susan é só um nome de droga, que está na minha mão esquerda. Parece estranho mas estar aqui me despertou a vontade compartilhar a origem dessa droga, que por muito tempo julguei ser uma lenda urbana. Não me interrompa.
Susan era uma mulher anormal, gostava de Wilhelm. Mas com o tempo a relação dos dois ficara enfadonha, e não era por causa da rotina. O doutor ficou obcecado pela criação de um remédio que salvaria vidas, trabalhava em uma cura para o câncer. Susan se preocupava com uma nova expressão artística, estava obcecada por auto-retratos.
Enquanto o Doutor estudava, Susan pintava, Zoe estava no distrito vermelho e com certeza, ela não buscava absolutamente nada. Três dias atrás estava na esquina de um dos becos sujos da cidade, encontrei com um lacaiozinho o nome dele era Charles.
Estava completamente fumado, seus olhos esbugalhavam-se e as mãos bem retraídas. Parecia um circo, e eu era o palhaço. Ele falou algumas palavras, enquanto babava-se. A única coisa que escutei ele dizer com clareza foi:
-Para Susan com amor.
Eu não acreditei à primeira ouvida. Achava que era uma obsessão antiga, e agora isso era apenas uma linha esquecida no canto do jornal. Ele sorria, e disse novamente.
-Para Susan com amor. – e apontava para a rua.
Questionei sobre onde ele havia escutado esse nome, quem lhe disse. Não adiantou muito, há três dias atrás meus delírios foram comprovados. Existia a droga, e alguém a tinha por aí, era uma questão de tempo.
Com o passar dos anos e a relação esfriando Susan, depois de pintar muitos auto-retratos, contraiu uma grave doença, Wilhelm parou com a pesquisa em câncer e dedicou-se a diagnosticar a esposa. Em vão, passava noites no laboratório, mandando amostras de sangue para todo o mundo e não recebia nenhuma resposta.
Sai do beco e fui até um bar. Minha cabeça estava rodando em gozo. Realmente a tal droga existia. Uma procura de muitos anos finalmente estava para acabar. No bar eu iria encontrar com alguns tipinhos que conheço, informação é sempre fácil de se conseguir quando se tem uns trocados no bolso para pagar uns tragos. A noite começava a feder.
Escrevi em um papel manchado com café:
-Para Susan com amor. – assim não precisaria falar muito.
Wilhelm andava exausto pois não sabia ao certo o que a esposa tinha, mas uma coisa sabia ele iria cura-la. Dobrou o turno de trabalho no laboratório, mal se viam. Susan sabia que viria a morrer em breve e dobrou as horas no atelier. Os anos foram passando, Wilhelm cada vez mais longe da cura, e Susan cada vez mais perto da morte.
Quando entrei no bar vi as mesmas pessoas de sempre: brancos, negros, amarelos, drogados, prostitutas e policias disfarçados. Não entendo porque um policial se disfarça se quem é treinado na rua consegue farejar um agente da lei a kilômetros. A tentativa é livre, o obcecado por uma lenda urbana falando. Bem isso foi há três dias atrás.
Havia um sujeito sentado na copa, seu nome era Martin, mas gostava de se chamado de Estirpador. Sabe esses maníacos homicidas com mania de grandeza? Esse era o Martin, dois metros de altura, musculoso e burro feito uma porta. Se o dobrasse sabia que conseguiria as informações necessárias para encontrar a tal droga.
O doutor tinha envelhecido muito nos últimos anos, Susan definhava no seu leito. Para pintar ele amarrava os pinceis nos dedos para que não os soltasse no chão.
Wilhelm às vésperas de criar a nova droga se sentia sozinho. O corpo gritava por sexo mas não tinha cara nem coragem de ir até a cama, ele foi fraco e resolveu pagar uma prostituta e então ele foi para o distrito vermelho.
Paguei uma dose de uísque ao Martin, ele tinha ficado contente. Me falou dos seus grandes planos, assassinatos, roubos era o terror em pessoa. Nada daquilo me interessava, só queria saber o que você já sabe o que eu queria. E como você pode ver, está na minha mão esquerda, uma bela pílula não? Estávamos muito bêbados, ele disse que falaria onde ouviu falar se eu fosse com ele até o centro da cidade.
-Pelos velhos tempos – Disse ele batendo nas minhas costas.
Obviamente eu acabei indo, nos divertimos isso basta. Me falou que os meninos do cais sabiam, era uma pista. Já era tarde no outro dia iria até lá.
Por volta das três da manha Wilhelm estava na Zona. Se sentia pesado, suas roupas eram grandes. Usava uma capa sobre o terno. Era de couro, material bom. Seus óculos redondos e pequeninos escondiam seu olhar. Ele só queria uma prostituta para deitar aquela noite. E então viu Zoe.
Pela manhã fui para as docas. Lá era um lugar perigoso, até mesmo para mim altamente relacionado com o submundo e acredite, isso não foi uma ironia. Havia sido tranqüilo, me falaram onde arrumar a droga, custou-me um nota. Essa noite teria Para Susan com amor. Zoe correu até o doutor. Ele a pegou nos braços, enlaçando-a. Passou a noite lá, quando saiu era manhã e sol ardia sobre a cidade. Zoe despediu-se. Wilhelm, o adultero ia para a casa com a culpa sobre o corpo, na hora ninguém pensa não é mesmo?
Ai você fica me olhando, eu aqui parado. Com essa coisinha na mão, fica se vangloriando mas o vencedor fica com as batatas não é?
E quem são as batatas?
Quando voltou, o doutor rumou direto ao laboratório. Conta-se que passou três dias sem sair, e finalmente concluiu sua obra-prima. Wilhelm estava feliz, a culpa aliviada. Correu para o quarto e constatou que Susan estava morta há três dias. Tomado por raiva e culpa, tentou se matar, em vão.
Ontem, você sabe... Estava naquela esquina, no lugar marcado, na hora marcada.
Anos de luta, resumidos a um simples e notívago encontro. O nome do sujeito era Arthur. Conversamos, e ele não quis me vender a droga. Então você sabe o que aconteceu. E nada mais tenho para falar.
Ah sim, havia esquecido. O doutor pegou sua criação, eram em torno de doze pílulas e as levou para o distrito. Passou a noite novamente com Zoe, e pela culpa a fez tomar o remédio. Esperto e cretino do jeito que era Wilhelm diluiu a pílula na bebida da mulher.
Os relatos e a certidão de óbito dizem que ela viajou durante três dias e morreu comida pelos seu próprio sistema imunológico, o verdadeiro suicídio. O doutor tomou também, e aconteceu o mesmo. Quando encontraram o corpo do Doutor no bolso havia um bilhete:
-Para Susan com Amor.
E você acha mesmo que vou esperar o julgamento, e morrer na cadeira elétrica?
Wilhelm é o pai disso que seguro na minha mão esquerda, a droga mais potente de todo o mundo:
-Para Susan com amor.
Irônico não? Susan era a esposa de Wilhelm que tinha um caso com Zoe. Zoe era prostituta e Susan por sua vez era pintora. Talvez você fique entediado com essa parte da história, como lhe falei não há amor aqui, e Susan é só um nome de droga, que está na minha mão esquerda. Parece estranho mas estar aqui me despertou a vontade compartilhar a origem dessa droga, que por muito tempo julguei ser uma lenda urbana. Não me interrompa.
Susan era uma mulher anormal, gostava de Wilhelm. Mas com o tempo a relação dos dois ficara enfadonha, e não era por causa da rotina. O doutor ficou obcecado pela criação de um remédio que salvaria vidas, trabalhava em uma cura para o câncer. Susan se preocupava com uma nova expressão artística, estava obcecada por auto-retratos.
Enquanto o Doutor estudava, Susan pintava, Zoe estava no distrito vermelho e com certeza, ela não buscava absolutamente nada. Três dias atrás estava na esquina de um dos becos sujos da cidade, encontrei com um lacaiozinho o nome dele era Charles.
Estava completamente fumado, seus olhos esbugalhavam-se e as mãos bem retraídas. Parecia um circo, e eu era o palhaço. Ele falou algumas palavras, enquanto babava-se. A única coisa que escutei ele dizer com clareza foi:
-Para Susan com amor.
Eu não acreditei à primeira ouvida. Achava que era uma obsessão antiga, e agora isso era apenas uma linha esquecida no canto do jornal. Ele sorria, e disse novamente.
-Para Susan com amor. – e apontava para a rua.
Questionei sobre onde ele havia escutado esse nome, quem lhe disse. Não adiantou muito, há três dias atrás meus delírios foram comprovados. Existia a droga, e alguém a tinha por aí, era uma questão de tempo.
Com o passar dos anos e a relação esfriando Susan, depois de pintar muitos auto-retratos, contraiu uma grave doença, Wilhelm parou com a pesquisa em câncer e dedicou-se a diagnosticar a esposa. Em vão, passava noites no laboratório, mandando amostras de sangue para todo o mundo e não recebia nenhuma resposta.
Sai do beco e fui até um bar. Minha cabeça estava rodando em gozo. Realmente a tal droga existia. Uma procura de muitos anos finalmente estava para acabar. No bar eu iria encontrar com alguns tipinhos que conheço, informação é sempre fácil de se conseguir quando se tem uns trocados no bolso para pagar uns tragos. A noite começava a feder.
Escrevi em um papel manchado com café:
-Para Susan com amor. – assim não precisaria falar muito.
Wilhelm andava exausto pois não sabia ao certo o que a esposa tinha, mas uma coisa sabia ele iria cura-la. Dobrou o turno de trabalho no laboratório, mal se viam. Susan sabia que viria a morrer em breve e dobrou as horas no atelier. Os anos foram passando, Wilhelm cada vez mais longe da cura, e Susan cada vez mais perto da morte.
Quando entrei no bar vi as mesmas pessoas de sempre: brancos, negros, amarelos, drogados, prostitutas e policias disfarçados. Não entendo porque um policial se disfarça se quem é treinado na rua consegue farejar um agente da lei a kilômetros. A tentativa é livre, o obcecado por uma lenda urbana falando. Bem isso foi há três dias atrás.
Havia um sujeito sentado na copa, seu nome era Martin, mas gostava de se chamado de Estirpador. Sabe esses maníacos homicidas com mania de grandeza? Esse era o Martin, dois metros de altura, musculoso e burro feito uma porta. Se o dobrasse sabia que conseguiria as informações necessárias para encontrar a tal droga.
O doutor tinha envelhecido muito nos últimos anos, Susan definhava no seu leito. Para pintar ele amarrava os pinceis nos dedos para que não os soltasse no chão.
Wilhelm às vésperas de criar a nova droga se sentia sozinho. O corpo gritava por sexo mas não tinha cara nem coragem de ir até a cama, ele foi fraco e resolveu pagar uma prostituta e então ele foi para o distrito vermelho.
Paguei uma dose de uísque ao Martin, ele tinha ficado contente. Me falou dos seus grandes planos, assassinatos, roubos era o terror em pessoa. Nada daquilo me interessava, só queria saber o que você já sabe o que eu queria. E como você pode ver, está na minha mão esquerda, uma bela pílula não? Estávamos muito bêbados, ele disse que falaria onde ouviu falar se eu fosse com ele até o centro da cidade.
-Pelos velhos tempos – Disse ele batendo nas minhas costas.
Obviamente eu acabei indo, nos divertimos isso basta. Me falou que os meninos do cais sabiam, era uma pista. Já era tarde no outro dia iria até lá.
Por volta das três da manha Wilhelm estava na Zona. Se sentia pesado, suas roupas eram grandes. Usava uma capa sobre o terno. Era de couro, material bom. Seus óculos redondos e pequeninos escondiam seu olhar. Ele só queria uma prostituta para deitar aquela noite. E então viu Zoe.
Pela manhã fui para as docas. Lá era um lugar perigoso, até mesmo para mim altamente relacionado com o submundo e acredite, isso não foi uma ironia. Havia sido tranqüilo, me falaram onde arrumar a droga, custou-me um nota. Essa noite teria Para Susan com amor. Zoe correu até o doutor. Ele a pegou nos braços, enlaçando-a. Passou a noite lá, quando saiu era manhã e sol ardia sobre a cidade. Zoe despediu-se. Wilhelm, o adultero ia para a casa com a culpa sobre o corpo, na hora ninguém pensa não é mesmo?
Ai você fica me olhando, eu aqui parado. Com essa coisinha na mão, fica se vangloriando mas o vencedor fica com as batatas não é?
E quem são as batatas?
Quando voltou, o doutor rumou direto ao laboratório. Conta-se que passou três dias sem sair, e finalmente concluiu sua obra-prima. Wilhelm estava feliz, a culpa aliviada. Correu para o quarto e constatou que Susan estava morta há três dias. Tomado por raiva e culpa, tentou se matar, em vão.
Ontem, você sabe... Estava naquela esquina, no lugar marcado, na hora marcada.
Anos de luta, resumidos a um simples e notívago encontro. O nome do sujeito era Arthur. Conversamos, e ele não quis me vender a droga. Então você sabe o que aconteceu. E nada mais tenho para falar.
Ah sim, havia esquecido. O doutor pegou sua criação, eram em torno de doze pílulas e as levou para o distrito. Passou a noite novamente com Zoe, e pela culpa a fez tomar o remédio. Esperto e cretino do jeito que era Wilhelm diluiu a pílula na bebida da mulher.
Os relatos e a certidão de óbito dizem que ela viajou durante três dias e morreu comida pelos seu próprio sistema imunológico, o verdadeiro suicídio. O doutor tomou também, e aconteceu o mesmo. Quando encontraram o corpo do Doutor no bolso havia um bilhete:
-Para Susan com Amor.
E você acha mesmo que vou esperar o julgamento, e morrer na cadeira elétrica?
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Mais Bienal.
Eis que me deparei com um flyer hoje do tão aclamado evento. Sério... chega a ser uma caricatura o negócio. Eu me perguntei durante os quatro anos na instituição de belas(?)-artes(?) qual a finalidade disso tudo?
Ano 1:
Viajando sobre a composição. Experimentando as riquezas e vastidões de uma folha de papel:
O desenho.
E então paramos na bienal... Ferro, madeira e até chocolate. Eu me pergunto, cade a arte nessa merda?
Santinhos de chocolate?
Por favor.
Economizando linhas, laudas.
Frase de um caderno antigo (2003)
"Ter ido à bienal só mostrou que existem muito mais idiotas no mundo que imaginava, não é só no Brasil é na América-Latina toda, e no mundo. Realmente perdi um dia da minha vida vendo lixo."
Boa Bienal
Ano 1:
Viajando sobre a composição. Experimentando as riquezas e vastidões de uma folha de papel:
O desenho.
E então paramos na bienal... Ferro, madeira e até chocolate. Eu me pergunto, cade a arte nessa merda?
Santinhos de chocolate?
Por favor.
Economizando linhas, laudas.
Frase de um caderno antigo (2003)
"Ter ido à bienal só mostrou que existem muito mais idiotas no mundo que imaginava, não é só no Brasil é na América-Latina toda, e no mundo. Realmente perdi um dia da minha vida vendo lixo."
Boa Bienal
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A merda da Bienal
É engraçado... De dois em dois anos todos os países do Mercosul (e outros, não entendo o que e a econômia tem a ver com isto, peraí tem sim). Se juntam em POA para... fazer MERDA. Lá vão estar todos os merdas dos artistas contempôraneos, dançarinos, escritores, cineastas. Todos os merdas estarão lá, os figurões que não sabem desenhar, os figurões que não sabe entender arte também.
Aliás é algo que sinto ojeriza.
TODO IMBECIL ENTENDE DE ARTE HOJE EM DIA!
(sempre foi assim, leiam Ensaio sobre a modernidade)
A grande verdade é que sempre foi assim, os posudos e intelectualóides vão lá nas exposições (quando se trata de bienal leia: recanto burguês disfarçado de movimento popular).
Fato é que todo movimento outrora "popular" vira movimento burguês. E sério dá nojo os bostinhas lá se fazendo de engajados, a FAÇA-ME O FAVOR!
Pois bem esse ano (2009) mais uma BIENAL do LIXO. Cheia de gente sem criatividade nenhuma, tentando inovar com novos suportes, novas leituras, novas interações... E lá os transeuntes ficarão atônitos cheios de lágrimas por entenderem a GRANDE e NOVA ARTE:
O VAZIO.
Afinal hoje em dia todo mundo é artista, escritor e filosófo. Somos os grandes pensadores de merda, com a cabeça cheia de porra nenhuma tresloucados numa sala escura e cheia de cadáveres.
Isso somos nós.
Os grandes "novatos", achando que tudo sabemos. Que nossas expressão é demais. E que a minha instalação é a melhor do mundo. Que haverão altos "happenings".
Mas no fim todos sabemos a resposta...
A bienal será mais um eventinho para pessoas radicais e "civilizadas" que apreciam "arte"(?) e fazem...
"arte"(?).
Isso aí boa sorte para os que vão no MEGA evento Burguês disfarçado de popular que acontece de dois em dois anos em Porto Alegre - Rs. Não me convidem e nem quero saber sobre.
Aliás é algo que sinto ojeriza.
TODO IMBECIL ENTENDE DE ARTE HOJE EM DIA!
(sempre foi assim, leiam Ensaio sobre a modernidade)
A grande verdade é que sempre foi assim, os posudos e intelectualóides vão lá nas exposições (quando se trata de bienal leia: recanto burguês disfarçado de movimento popular).
Fato é que todo movimento outrora "popular" vira movimento burguês. E sério dá nojo os bostinhas lá se fazendo de engajados, a FAÇA-ME O FAVOR!
Pois bem esse ano (2009) mais uma BIENAL do LIXO. Cheia de gente sem criatividade nenhuma, tentando inovar com novos suportes, novas leituras, novas interações... E lá os transeuntes ficarão atônitos cheios de lágrimas por entenderem a GRANDE e NOVA ARTE:
O VAZIO.
Afinal hoje em dia todo mundo é artista, escritor e filosófo. Somos os grandes pensadores de merda, com a cabeça cheia de porra nenhuma tresloucados numa sala escura e cheia de cadáveres.
Isso somos nós.
Os grandes "novatos", achando que tudo sabemos. Que nossas expressão é demais. E que a minha instalação é a melhor do mundo. Que haverão altos "happenings".
Mas no fim todos sabemos a resposta...
A bienal será mais um eventinho para pessoas radicais e "civilizadas" que apreciam "arte"(?) e fazem...
"arte"(?).
Isso aí boa sorte para os que vão no MEGA evento Burguês disfarçado de popular que acontece de dois em dois anos em Porto Alegre - Rs. Não me convidem e nem quero saber sobre.
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Compêndio do conhecimento para acéfalos - Parte 1
Então você chega em casa e dá um sorrisinho escarnecendo o mundo. Logo ao abrir a porta você caminha bem devagar sobre o assoalho feito com alguma madeira nobre. Caminha como se fosse um dinossauro, as patas batendo bem forte no chão tudo estremece. Entre a porta e a sala são apenas alguns longos passos, seu sorriso e satisfação por mais um dia no seu nobre lar. E lá está você! Cheio de si, cagando para tudo e todos, com suas calças caras e sua camisa que custaram bem mais caro que o guarda-roupa inteiro daqueles que conhece bem. Senta-se ao sofá, um sofá caro e confortável. Puro luxo! E ali sua bunda fica hermeticamente confortável, o fruto do conhecimento de físicos, engenheiros e etecetera. Olha as horas no seu ultra-caro relógio de ouro que funciona com corda ou pilhas, às vezes ambos. São dez da noite e ali é o fruto do seu nobre trabalho:
-Ganhar dinheiro fácil.
Ao girar seu pulso, você alcança facilmente o controle-remoto da sua tevê de plasma, vê as notícias em algum canal de lingua estrangeira, põe as mãos no queixo e presta atenção em tudo o que o homenzinho engravatado está dizendo "Nasdaq aumentou dois pontos." "Wallstreet está em polvorosa." "Steve Jobs abre mais espaço para sua fantástica Apple". O fascínio toma conta. Você almeja estar lá, nas telas esbanjando simpatia e sorrisos forçados. Quer estar entre os figurões do mercado. Você é simplesmente o cara.
E então percebe que tem um livro no chão. Encara-o e não sabe o porquê dele estar ali te encarando. Não é nenhum "Arte da guerra" "A vida de Steve Jobs" ou qualquer livrinho sobre como ficar rico, ou como encher o rabo de dinheiro vendendo porcarias inúteis que de repente tornam-se essênciais à humanidade. É um livro e ele está ali. Suas mãos o pegam, tocam e sentem o cheiro do papel. Você pensa "Nossa, que troço asqueroso.". E o joga no lixo. Afinal de contas, você é o supremo. O alfa-dog. Você é foda.
Ai eu me pergunto...
Será?
-Ganhar dinheiro fácil.
Ao girar seu pulso, você alcança facilmente o controle-remoto da sua tevê de plasma, vê as notícias em algum canal de lingua estrangeira, põe as mãos no queixo e presta atenção em tudo o que o homenzinho engravatado está dizendo "Nasdaq aumentou dois pontos." "Wallstreet está em polvorosa." "Steve Jobs abre mais espaço para sua fantástica Apple". O fascínio toma conta. Você almeja estar lá, nas telas esbanjando simpatia e sorrisos forçados. Quer estar entre os figurões do mercado. Você é simplesmente o cara.
E então percebe que tem um livro no chão. Encara-o e não sabe o porquê dele estar ali te encarando. Não é nenhum "Arte da guerra" "A vida de Steve Jobs" ou qualquer livrinho sobre como ficar rico, ou como encher o rabo de dinheiro vendendo porcarias inúteis que de repente tornam-se essênciais à humanidade. É um livro e ele está ali. Suas mãos o pegam, tocam e sentem o cheiro do papel. Você pensa "Nossa, que troço asqueroso.". E o joga no lixo. Afinal de contas, você é o supremo. O alfa-dog. Você é foda.
Ai eu me pergunto...
Será?
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Correr ou lutar? - Nenhum.
É bem isso.
Nenhum.
Estranho? Simples, quantas vezes já lutasse contra algo que não há possibilidade de vitória e quantas vezes já corresse de confrontos inevitáveis?
A resposta é simples:
-Nenhum, além disso é inútil. Perder energia...
Face a face com tais possibilidades, sobra o tédio. Aquela sensação de Déja vu inesgotável. E tem horas que parecem que tenho um saquinho cheios de pocket déja vu.
Quando nada mais surpreende a gente, sobra a surpresa por coisas que normalmente não nos surpreenderiam. Logo, o efeito seria extremamente antagônico que o inicial. Algo tipo...psicologia reversa para newbies.
Outro assunto esbarra o tédio.
Se ele é indestrutível qual é o problema?
-NENHUM!
O mundo não é lá tão colorido assim para que todas as coisas sejam tão vermelhinhas ou rosáceas(é da flor mesmo). Não gosto da visão Doriana of life. Sentar à mesa com o sorriso borrachudo, a boca cheia de pão, cabelos loiros ao vento e aquela cara de retardado nojento olhando para os "familiares" com carinha de cãozinho feliz. Sinceramente eu odeio Margarina e odeio as propagandas de Margarina (embora não assista tv há mais de 4 anos, não gostava das propagandas mesmo).
E que artefato inútil essa tal televisão.
Sobra outra probabilidade:
-Famílias imperfeitas - Não recordo de outras propagandas, não vejo tv lembram?
Igual, não faz sentido nada nesse post, e o que na nossa vida faz sentido?
Ser tragado pela alegria ou pela tristeza?
Margarina ou Manteiga?
Correr ou lutar?
Nenhum.
Sobra então a noite. E ela é toda minha.
Nenhum.
Estranho? Simples, quantas vezes já lutasse contra algo que não há possibilidade de vitória e quantas vezes já corresse de confrontos inevitáveis?
A resposta é simples:
-Nenhum, além disso é inútil. Perder energia...
Face a face com tais possibilidades, sobra o tédio. Aquela sensação de Déja vu inesgotável. E tem horas que parecem que tenho um saquinho cheios de pocket déja vu.
Quando nada mais surpreende a gente, sobra a surpresa por coisas que normalmente não nos surpreenderiam. Logo, o efeito seria extremamente antagônico que o inicial. Algo tipo...psicologia reversa para newbies.
Outro assunto esbarra o tédio.
Se ele é indestrutível qual é o problema?
-NENHUM!
O mundo não é lá tão colorido assim para que todas as coisas sejam tão vermelhinhas ou rosáceas(é da flor mesmo). Não gosto da visão Doriana of life. Sentar à mesa com o sorriso borrachudo, a boca cheia de pão, cabelos loiros ao vento e aquela cara de retardado nojento olhando para os "familiares" com carinha de cãozinho feliz. Sinceramente eu odeio Margarina e odeio as propagandas de Margarina (embora não assista tv há mais de 4 anos, não gostava das propagandas mesmo).
E que artefato inútil essa tal televisão.
Sobra outra probabilidade:
-Famílias imperfeitas - Não recordo de outras propagandas, não vejo tv lembram?
Igual, não faz sentido nada nesse post, e o que na nossa vida faz sentido?
Ser tragado pela alegria ou pela tristeza?
Margarina ou Manteiga?
Correr ou lutar?
Nenhum.
Sobra então a noite. E ela é toda minha.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O rótulo e as denominações
Não há nada mais cretino que alguém que diz:
_ AH, eu sou "blablabla".
Houve um tempo em que as pessoas rotulavam as outras, coisa do passado!
Agora elas mesmas fazem isso! Em tons cinza desbotados esboçam personalidades existentes para fazer o que todos fazem:
_Aceitação!
É a dança do momento, a música do momento, o livro do momento. Ah, toda essa droga que eu to cansado de ver e meus olhos já debulham-se em lágrimas internas vendo esse show barato de quinta categoria. Certa vez me disseram:
_É engraçado isso que tu critica, porque em vez de pensarem eles aplaudem. E só idiotas aplaudem quando são chutados na cara ao invés de retribuir na mesma ou pior idéia.
Problema que hoje em dia, o ser humano só busca uma coisa e é aparecer!
A eterna competição idiota entre os machos (agora as fêmeas também para não soar machista) nessa besteira de ficarem medindo forças. Enfim, se entrar numa briga inútil já não é estar derrotado?
Complicado isso a busca pela diferença torna qualquer ser igual, ainda mais se ele já atribui a si mesmo qualidades pré-existentes nesse macrocosmo cliché.
Parece atualmente que as pessoas preocupam-se tanto com o que aparentam que tendem a deixar algo explícito quanto a isso:
-Olha só, sou diferente! - Sim, nisso atestando o ato de ser igual.
Nâo gosto de comparações, definições e estas porcarias. A grande verdade é que prezo por isolamentos mesmo. Tem horas que bate uma vontade de sumir, sumir existencialmente.
Aquela coisa que tu vê pessoas à tua volta falando, falando e nada dizem. Parece que falariam sozinhas, mas já que estás por perto serve tu mesmo. Falar por falar, patético. Seria isso solidão extremada disfarçada de companhia? Ou simplesmente atormentar o espaço alheio?
Respeitar as pessoas deveria ser mais fácil, e não uma escolha.
O pior de tudo que ninguém se preocupa com isso mesmo, estão tão ocupados com seus mundinhos fakes, sua aparência e seus status na sociedade (quando falo sociedade, me refiro aos micro aspectos da mesma, guetos "culturais".)
Estamos fabricando cada vez mais cones humanos. A única diferença é que cones não falam, e eu preferia os cones mudos, mas sempre há exceções.
Não dá pra sair acusando e chutando o todo por causa de alguns, mas constato que o processo empírico mostrou-me que interagir na maior parte das vezes é um tédio. Compartilhar então... Tornou-se uma valise de cornucópias carregadas por quimeras prateadas.
E quando subimos no barco em direção as profundezas do estige...
Quem iria?
_ AH, eu sou "blablabla".
Houve um tempo em que as pessoas rotulavam as outras, coisa do passado!
Agora elas mesmas fazem isso! Em tons cinza desbotados esboçam personalidades existentes para fazer o que todos fazem:
_Aceitação!
É a dança do momento, a música do momento, o livro do momento. Ah, toda essa droga que eu to cansado de ver e meus olhos já debulham-se em lágrimas internas vendo esse show barato de quinta categoria. Certa vez me disseram:
_É engraçado isso que tu critica, porque em vez de pensarem eles aplaudem. E só idiotas aplaudem quando são chutados na cara ao invés de retribuir na mesma ou pior idéia.
Problema que hoje em dia, o ser humano só busca uma coisa e é aparecer!
A eterna competição idiota entre os machos (agora as fêmeas também para não soar machista) nessa besteira de ficarem medindo forças. Enfim, se entrar numa briga inútil já não é estar derrotado?
Complicado isso a busca pela diferença torna qualquer ser igual, ainda mais se ele já atribui a si mesmo qualidades pré-existentes nesse macrocosmo cliché.
Parece atualmente que as pessoas preocupam-se tanto com o que aparentam que tendem a deixar algo explícito quanto a isso:
-Olha só, sou diferente! - Sim, nisso atestando o ato de ser igual.
Nâo gosto de comparações, definições e estas porcarias. A grande verdade é que prezo por isolamentos mesmo. Tem horas que bate uma vontade de sumir, sumir existencialmente.
Aquela coisa que tu vê pessoas à tua volta falando, falando e nada dizem. Parece que falariam sozinhas, mas já que estás por perto serve tu mesmo. Falar por falar, patético. Seria isso solidão extremada disfarçada de companhia? Ou simplesmente atormentar o espaço alheio?
Respeitar as pessoas deveria ser mais fácil, e não uma escolha.
O pior de tudo que ninguém se preocupa com isso mesmo, estão tão ocupados com seus mundinhos fakes, sua aparência e seus status na sociedade (quando falo sociedade, me refiro aos micro aspectos da mesma, guetos "culturais".)
Estamos fabricando cada vez mais cones humanos. A única diferença é que cones não falam, e eu preferia os cones mudos, mas sempre há exceções.
Não dá pra sair acusando e chutando o todo por causa de alguns, mas constato que o processo empírico mostrou-me que interagir na maior parte das vezes é um tédio. Compartilhar então... Tornou-se uma valise de cornucópias carregadas por quimeras prateadas.
E quando subimos no barco em direção as profundezas do estige...
Quem iria?
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Vida
A VIDA
É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo ou o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!...
Florbela Espanca
Comentar soa desnecessário às vezes.
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Silêncio

Existem pessoas que falam demais, outras menos. Eu prefiro não falar.
Não existe coisa mais penosa que as palavras ditas, são violentas e ultrajantes.
Tudo que falamos volta-se contra o proferidor.
A palavra manchada de desdizeres. A palavra dita e a palavra implícita.
Se a cada palavra dita, maldita existisse um pagamento em dinheiro...
Por isso prefiro o silêncio, cansei de dizer o que ninguém entende.
Se já o que vivencio ninguém compreende, para que perder tempo e paciência explanando sobre delírios?
Quem chama de frieza o que é distanciamento?
O sol é frio quando é noite?
Ah, se fosse tormento seria sentimento.
Se fosse tristeza, teria a certeza.
Tem coisas que não se explicam...
E no fim só há silêncio.
E ele por si só me basta.
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domingo, 4 de outubro de 2009
Preconceito "intelectual"
Uma das coisas que mais me revoltam é a quantidade de universitários e bacharéis/licenciados/pedagogos idiotas que existem na face terra.
Vamos aos fatos:
1- A maioria dos retardados que graduam-se nas universidades é justamente por não ter nada melhor para se fazer, e parece que suicídio infelizmente não foi opção.
2- 99% defendem seus argumentos calcados em:
a) Meu diploma de graduação.
b) Meu diploma de mestrado.
c) Meu rico conhecimento erudito
O dia que inteligência for sinônimo de erudição/conhecimento enfio um taco de beisebol no meu rabo e viro trapezista.
3- O "professor" e o "universitário" em geral são medíocres. Tanto que ostentam aquele ar de superioridade sou-foda-wannabe. E geralmente não passam de uns boçais carentes de afeto/dinheiro/inteligência(Nota: dinheiro para coisas fúteis, alias...MAIS). Dotados de uma frívola inveja cancerosa acham que são os detentores do conhecimento arcano. O mago-professor ou o artifície-universitário.
Geralmente esse tipo é identificado pelas humilhações aos alunos, pessoas em geral. E pasmem, só bancam de esperto com pessoas simples ou humildes. Fato que presencio todos os dias. Ora em blogs, ora na vida real e etecetera.
4- Tem coisas mais importantes no mundo que ser o mais inteligente/descolado/fodão. Quer ver? Dá uma olhada na tua rua, no teu bairro, na tua cidade e na merda de país que moramos. Onde ter um diploma universitário é uma mera desculpa para punhetear a vida dos outros pagando de fodão, quanda na grande maioria são uns merdas puxa-sacos que lambem até o cu dos seus queridos orientadores para conseguir um mestrado, doutorado. Ah e não porque são inteligentes e sim uma escória de imbecis que vivem circundados de outros acéfalos que decoraram um ou outro livrinho ae, pagando de Sartre, Benjamim, Aristoteles, ou qualquer outro pensador por aí. Vejam por si mesmos, não passam de uns cagões covardes que seu único prazer é ler ulisses para gritar pros amiguinhos (ninguém lê ulisses e fica quieto, ou geralmente é o Aleph, facinho de identificar um cult-universitário-wannabe).
Pois bem, nessas andanças por aí presenciei um dos fatos mais medonhos que já tive o desprivilégio de participar. Re-constituindo. (e sem nomes).
_Rafa, eu não tenho o hábito de ler. Podes me indicar uma boa leitura pro fim de semana?
_Olha, claro que sim. O ultimo livro que li, foi o monstros invisíveis. Tem uma linguagem fácil e é bem divertido, devido sua linguagem quase cinematográfica.
Eis que um pseudo-estudante de filosofia intervém. (No meu ver uma raça que não precisava existir são estudantes de filosofia, sorry Renato.)
_Ah, ela nunca leu. Tu tens que ler esse aqui (mostra um best-seller).
Vira as costas e ainda completa.
_Esse livro aí, tem uma linguagem complexa.
Nesse momento o sangue verve, a raiva e a visão tornam-se aquilo: vermelho em uníssono.
_Peraí! Tu ja leu algum destes livros?
_Não.
_Então faça o favor de tomar no olho do teu cu, não fala do que não sabe.
_______________________
Acordar durante a madrugada dá nisso.
Termino o post com uma frase do J.P.
"O homem é uma paixão inútil" - Sartre.
Vamos aos fatos:
1- A maioria dos retardados que graduam-se nas universidades é justamente por não ter nada melhor para se fazer, e parece que suicídio infelizmente não foi opção.
2- 99% defendem seus argumentos calcados em:
a) Meu diploma de graduação.
b) Meu diploma de mestrado.
c) Meu rico conhecimento erudito
O dia que inteligência for sinônimo de erudição/conhecimento enfio um taco de beisebol no meu rabo e viro trapezista.
3- O "professor" e o "universitário" em geral são medíocres. Tanto que ostentam aquele ar de superioridade sou-foda-wannabe. E geralmente não passam de uns boçais carentes de afeto/dinheiro/inteligência(Nota: dinheiro para coisas fúteis, alias...MAIS). Dotados de uma frívola inveja cancerosa acham que são os detentores do conhecimento arcano. O mago-professor ou o artifície-universitário.
Geralmente esse tipo é identificado pelas humilhações aos alunos, pessoas em geral. E pasmem, só bancam de esperto com pessoas simples ou humildes. Fato que presencio todos os dias. Ora em blogs, ora na vida real e etecetera.
4- Tem coisas mais importantes no mundo que ser o mais inteligente/descolado/fodão. Quer ver? Dá uma olhada na tua rua, no teu bairro, na tua cidade e na merda de país que moramos. Onde ter um diploma universitário é uma mera desculpa para punhetear a vida dos outros pagando de fodão, quanda na grande maioria são uns merdas puxa-sacos que lambem até o cu dos seus queridos orientadores para conseguir um mestrado, doutorado. Ah e não porque são inteligentes e sim uma escória de imbecis que vivem circundados de outros acéfalos que decoraram um ou outro livrinho ae, pagando de Sartre, Benjamim, Aristoteles, ou qualquer outro pensador por aí. Vejam por si mesmos, não passam de uns cagões covardes que seu único prazer é ler ulisses para gritar pros amiguinhos (ninguém lê ulisses e fica quieto, ou geralmente é o Aleph, facinho de identificar um cult-universitário-wannabe).
Pois bem, nessas andanças por aí presenciei um dos fatos mais medonhos que já tive o desprivilégio de participar. Re-constituindo. (e sem nomes).
_Rafa, eu não tenho o hábito de ler. Podes me indicar uma boa leitura pro fim de semana?
_Olha, claro que sim. O ultimo livro que li, foi o monstros invisíveis. Tem uma linguagem fácil e é bem divertido, devido sua linguagem quase cinematográfica.
Eis que um pseudo-estudante de filosofia intervém. (No meu ver uma raça que não precisava existir são estudantes de filosofia, sorry Renato.)
_Ah, ela nunca leu. Tu tens que ler esse aqui (mostra um best-seller).
Vira as costas e ainda completa.
_Esse livro aí, tem uma linguagem complexa.
Nesse momento o sangue verve, a raiva e a visão tornam-se aquilo: vermelho em uníssono.
_Peraí! Tu ja leu algum destes livros?
_Não.
_Então faça o favor de tomar no olho do teu cu, não fala do que não sabe.
_______________________
Acordar durante a madrugada dá nisso.
Termino o post com uma frase do J.P.
"O homem é uma paixão inútil" - Sartre.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Cegos
Para que ter olhos se ninguém enxerga? Se temos tantos sentidos para que usar a "visão" somente como "visão"? Se um sentido incorpora tantos outros pois não creio que uma pessoa apenas enxergue, certamente não vê ela o que há por de trás.
Há alguns momentos que acho a piada sem graça, e fico tentando entender o que não-compreensível. Será que só uma pessoa pode estar certa? Ou apenas ela é o erro de tudo? Não que seja um constante questionamento, pode parecer bobagens aleatórias de uma insípida madrugada insone. "Eu vejo fome nas ruas, mas o pior que existe é a fome de viver e nada fazer além de consumir-se a sí mesmo" palavras de alguém que nunca ví. Palavras são o único conforto que temos às vezes. Sejam nossas ou de outrém, vivo ou morto. Lúcido ou são, ademais quem é completamente são nesse mundo?
São mãos que te apontam o dia todo e nunca retornam ao lugar, são pontas de dedos que estalam em lápide o que é indizível. Concreto? Não é realmente sólido aquilo que se desmancha em nódoas e esvanece em um para-brisa primaveril?
Pessoas que caminham e te atravessam feito espadas de sombra, que te cortam com olhares repressores e te repreendem por quê? Não sou passível de classificação, nem eu me defino ou fico aberta ou veladamente conjecturando coisas de cunho classificativo sobre a respectiva pessoa que sou. Quem és tu? Quem é aquele que inibe a escuridão qual fazemos parte e com tamanhos véus ungidos pela umbra ousa a importunar?
Não se trata da classificação mas o mote que empunha.
A espada fraca que o fraco carrega?
Se é de bom grado uma arma pode ser apenas uma doce palavra para aquele que sabe o ofício?
São palavras mudas que rigidamente rompem a cegueira alheia e dirfarça-se em tom augural.
Nada.
Há alguns momentos que acho a piada sem graça, e fico tentando entender o que não-compreensível. Será que só uma pessoa pode estar certa? Ou apenas ela é o erro de tudo? Não que seja um constante questionamento, pode parecer bobagens aleatórias de uma insípida madrugada insone. "Eu vejo fome nas ruas, mas o pior que existe é a fome de viver e nada fazer além de consumir-se a sí mesmo" palavras de alguém que nunca ví. Palavras são o único conforto que temos às vezes. Sejam nossas ou de outrém, vivo ou morto. Lúcido ou são, ademais quem é completamente são nesse mundo?
São mãos que te apontam o dia todo e nunca retornam ao lugar, são pontas de dedos que estalam em lápide o que é indizível. Concreto? Não é realmente sólido aquilo que se desmancha em nódoas e esvanece em um para-brisa primaveril?
Pessoas que caminham e te atravessam feito espadas de sombra, que te cortam com olhares repressores e te repreendem por quê? Não sou passível de classificação, nem eu me defino ou fico aberta ou veladamente conjecturando coisas de cunho classificativo sobre a respectiva pessoa que sou. Quem és tu? Quem é aquele que inibe a escuridão qual fazemos parte e com tamanhos véus ungidos pela umbra ousa a importunar?
Não se trata da classificação mas o mote que empunha.
A espada fraca que o fraco carrega?
Se é de bom grado uma arma pode ser apenas uma doce palavra para aquele que sabe o ofício?
São palavras mudas que rigidamente rompem a cegueira alheia e dirfarça-se em tom augural.
Nada.
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Rompante noturno
"(..)A traição fez o que sabe fazer melhor: bem aço, nem veneno, nem intrigas internas,
nem levantes estrangeiros, nada mais pode atingi-lo." Macbeth, terceiro ato, cena II.
É a voz que escuto. Algumas vezes fico atordoado.
Rervebera por dentro, corrói-me as entranhas.
Minha única cria, meu legado.
Ora sou alegria.
Ora amaldiçoado.
Verdade é o que sou.
Raiva o que se tornou.
Arma dos que nada possuem.
E nela os mais ricos.
Lâmina afiada.
Inquebravel.
Intolerável.
Beleza bruta que não se maquia.
Seja o que for. A qualquer custo.
Não me perco no caminho.
Mesmo que cego ou surdo.
Pois é só o que vejo e escuto.
Espada e escudo.
Aos inimigos a morte.
Para mim tudo!
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domingo, 27 de setembro de 2009
Comédia humana - Parte 3
_E aí pessoal fizeram seus trabalhos? - Diz o homenzinho.
(Silêncio)
_Vamos lá! Digam! Fizeram ou não? - Continua falando!
(Silêncio mórbido)
_ Assim eu desisto! - Sai descontente.
Um dos convivas cutuca o outro e larga a pérola:
_ Tem gente que sabe estragar a manhã dos outros com assuntos tão idiotas como o trabalho.
Nota: Efusividade mata.
(Silêncio)
_Vamos lá! Digam! Fizeram ou não? - Continua falando!
(Silêncio mórbido)
_ Assim eu desisto! - Sai descontente.
Um dos convivas cutuca o outro e larga a pérola:
_ Tem gente que sabe estragar a manhã dos outros com assuntos tão idiotas como o trabalho.
Nota: Efusividade mata.
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It's a sin.

Condenados! Nascemos e nos condicionamos a resignação enquanto seres humanos/sociais. Será que é fácil condenar mais os outros do que a sí próprio? Pois há quem se preocupe com estas convenções. Algumas coisas são ampliphicadas para que no geral criem-se mais categorias excludentes, quando na verdade há três coisas: Confiança, Lealdade e Prazer. E nesses três quesitos se expandem em uma gama de coisas inúteis. E geralmente as pessoas te olham com uma cara quando fazemos algo que é só nosso, e que apenas nós obtemos prazer não é?
Father, forgive me, I tried not to do it
Turned over a new leaf, then tore right through it
Whatever you taught me, I didn't believe it
Father, you fought me, 'cause I didn't care
And I still don't understand
So I look back upon my life
Forever with a sense of shame
I've always been the one to blame
For everything I long to do
No matter when or where or who
Has one thing in common, too
It's a, it's a, it's a, it's a sin
It's a sin
Everything I've ever done
Everything I ever do
Every place I've ever been
Everywhere I'm going to - it's a sin
Trecho: It's a sin - Petshop boys
As coisas que fazemos, são em muitas "erradas" para que os outros condenem, julguem e na na maioria das vezes sintam vontade de fazer e não o fazem a não ser no plano das idéias (que é a mesma coisa, como diz Goethe: "Não há diferença em crimes cometidos pela mente")
Será tão errado andar do jeito que se quer e quando se quer? E das coisas que gostamos todos condenam mas fazem escondidos e se julgamento interno? Ou o julgamento externo é mais importante?
"(...)Que se enganem os outros com nossa aparência mais serena. Aquilo que sabe o coração falso, a cara falsa deve esconder." - Macbeth Ato I cena VII.
E vamos todos dançar a dança do condenar sem olhar para o umbigo? Andaremos descalço fingindo caminhar sobre carvão quando o chão é de algodão?
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sábado, 26 de setembro de 2009
Comédia Humana - Parte 2
_ Oi?
_Tchau, tu és um cara muito atencioso.
(Isto era eu em uma conversa a qual nem sabia que participava.)
_Tchau, tu és um cara muito atencioso.
(Isto era eu em uma conversa a qual nem sabia que participava.)
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Comédia humana - Parte 1
A vida nos proporciona cada dialógo mais imbecil...
#Cidadão - Nossa...Adoro esse escritor.
#Eu- Hein? Qual?
#Cidadão - Esse... (mostra um livro do Orwell, o livro era 1984, legal né?).
#Eu - Nossa, bela escolha... Então, como estás te saindo com a leitura?
#Cidadão - Muy bien, estou na décima página.
#Eu - Comprasse agora né?
#Cidadão - Não, to tentando ler faz um mês. Mas acho um pouco complexa a narrativa do Orwell, um pouco diferente das minhas vivencias.
- Morri.
#Cidadão - Nossa...Adoro esse escritor.
#Eu- Hein? Qual?
#Cidadão - Esse... (mostra um livro do Orwell, o livro era 1984, legal né?).
#Eu - Nossa, bela escolha... Então, como estás te saindo com a leitura?
#Cidadão - Muy bien, estou na décima página.
#Eu - Comprasse agora né?
#Cidadão - Não, to tentando ler faz um mês. Mas acho um pouco complexa a narrativa do Orwell, um pouco diferente das minhas vivencias.
- Morri.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Pecados e Tragédias.

Mais um post breve com sabor de vida (que é breve também segundo alguns, vos digo que na minha visão se tornou um processo lento e arrastado pendendo para o cliché).
Comprei Macbeth...Terei um final de semana trágico.
Pelo menos lerei um bom livro.
"Obrigado por NÃO compartilhar" - Monstros Invisíveis.
Após acabar de ler "Monstros Invisíveis" fiquei um tempo tentando ler alguns livros, não consegui. Sabe aquela fase que nada do que tu lê chama a tua atenção (todo livro deve ser lido, mas tem épocas que outras leituras nos apetecem). Estava caminhando, fazia frio. Olhei em um dos cantos... Macbeth... Tudo bem, Shakespeare. Sinceramente não estava com uma verve para ler teatro, mas...
Me deparo com as primeiras páginas... Comentários virão... (Fiquei mais pobre financeiramente e mais rico culturalmente, e tem gente que acha livros um investimento fútil...Tolos!).
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