Ainda tentando usar aquarela, um dia eu consigo.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Matando tempo.
A rotina de exames estão me matando, pelo menos tenho tempo para desenhar. Este saiu durante a espera de um exame psicotécnico e biometria. (imagina se fosse lá dentro, hein?)
(risos)
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
The end of the road
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Coma Diário
A cada dia que vai passando vou me arrastando na leitura de "Diário" - Chuch Palahniuk. Esse é um daqueles livros que vão te enlaçando devagar. Diferentemente de "Monstros Invisíveis" e "Sobrevivente" Diário é uma novela e as coisas vão acontecendo no percurso do livro. No primeiro - Monstros Invisíveis - a narrativa começa já próxima do desfecho, Shannon vive indo e vindo em suas memórias. Em Sobrevivente a narrativa começa do último capitulo indo ao primeiro, quando acham a caixa-preta do avião sequestrado pelo mesmo. Em Diário novamente vemos os personagens criando cada vez mais vida e mostrando a hipocrisia humana sem máscaras e ou bandaids. Desta vez há o coma, a escola de belas-artes, as relações de matrimônio, familiares em geral, dinheiro, ideologias. A trama é bem mais complexa que as anteriores, além de ser um livro mais denso pois nem sempre é o mesmo narrador e todo cuidado é pouco para não se perder, embora cada personagem tenha voz própria.
"Dê uma olhada no espelho. Veja bem seu rosto. Veja seus olhos, sua boca.
É isso que você acha que conhece melhor."
Os temas abordados vão além de uma simples história linear das (des)venturas de um casal, um em coma real, e outro em "coma" em vida.
"Todos estamos em coma, você só não sabe o seu.(...) Beber é meu coma pessoal"
"Você está condenado a ser você(...) A sua caligrafia. O modo como você anda. Que padrão de porcelana você escolhe. Tudo isso lhe denuncia. Tudo o que você faz mostra a sua mão.
Tudo é um auto-retrato.
Tudo é um diário."
Apenas alguns fragmentos...
Em época de bienal, postarei a relação dos personagens oriundos de uma faculdade de belas-artes e meus pontos de vista da mesma maneira.
Síndrome de Stendhal foi o que senti lendo este livro.
"Dê uma olhada no espelho. Veja bem seu rosto. Veja seus olhos, sua boca.
É isso que você acha que conhece melhor."
Os temas abordados vão além de uma simples história linear das (des)venturas de um casal, um em coma real, e outro em "coma" em vida.
"Todos estamos em coma, você só não sabe o seu.(...) Beber é meu coma pessoal"
"Você está condenado a ser você(...) A sua caligrafia. O modo como você anda. Que padrão de porcelana você escolhe. Tudo isso lhe denuncia. Tudo o que você faz mostra a sua mão.
Tudo é um auto-retrato.
Tudo é um diário."
Apenas alguns fragmentos...
Em época de bienal, postarei a relação dos personagens oriundos de uma faculdade de belas-artes e meus pontos de vista da mesma maneira.
Síndrome de Stendhal foi o que senti lendo este livro.
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domingo, 18 de outubro de 2009
Ex-machina
Os retratos nas paredes te convidam à uma refeição com os mortos. Ao longo do corredor escuro, que tem uns quatro metros e meio, estão todos ali enfileirados. Me observam e estão de uma certa maneira mais vivos do que eu. A maneira como fitam meus olhos e a mim é como se eu fosse o quadro. Estou parado, mas meu rosto desliza sobre meus ombros e minhas pequenas mãos agarram o que sobrou de mim:
-Nada.
Cercado por observadores, analisando minhas roupas, expressão carregada de quase trinta anos, a composição pobre com poucas diagonais e algumas repetições justapostas finalizando aquilo que se vê e atenuando as linhas invisíveis.
O que realmente somos?
Quadros sem molduras pendurados pela vida, talvez essa seja uma das respostas. Cheiramos à óleo barato, poluição e produtos químicos que mais parecem vacinas contra o estado atual de vazio ao qual nos submetemos. A torpe existência.
Falando em estilo e composição não chegamos as pinceladas fortes, contínuas e emocionais de um Van Gogh.. Homem, trinta anos, calças e camisa preta, cabelo raspado, olhos mortos, negros e perdidos. Será isso que eles enxergam?
Apenas um parece olhar através de mim. Iluminação não era o melhor fator do lugar. Definitivamente eu não era um barroco, muito menos ela. Seu cabelo esvoaçava pela sua tez amarelada, os olhos vermelhos pareciam lançadores de faca circenses, isso era ela. E isto era eu. Ou quase tinha certeza de que era. Havia uma assinatura no lado esquerdo inferior, era minha.
A razão diz:
-Não seja tolo! Criasse algo. Algo que te corta, e é tão bem construído que nem sequer lembra dos detalhes!
A emoção diz:
-Olhe como ela te olha. O rubro daquele olhar não fora tu que criaste! Há vida própria neles. Uma vida que saiu de ti, e precisas recuperar rapidamente.
Eu digo:
- Como posso dar razão à razão? Ou pior ainda...como lidar com isso emocionalmente? Nada sei, ela não sou eu. Talvez nem o tenha sido alguma vez em algum passado remoto, ou o contrário.
Ela diz:
-Me possua. Sou a parte que esquecera. Sou a lembrança mórbida vilipendiada pelo externo. Precisa de mim.
Algo dentro de mim diz:
-Enlouqueci.
Ela sorri com ar de desprezo. Seu escárnio me atravessa.
Não há quadros, sem mais molduras. Só há nos dois , nus. Não de roupas, mas de almas. Vestindo apenas olhares com matiz avermelhada, sangrando internamente. Uma hemorragia interna de pensamentos desordenados.
O ambiente colore-se de negro, rapidamente o soturno invade. Algo entre Giotto e Caravaggio. Entre os umbrais ela caminha em minha direção. Os olhos com aquela pigmentação vermelho-cinzenta. A pele amarelada com nuâncias de cinza espectral.
-Não há porque temer. – Ela diz segurando os cabelos negros.
-Não temo o que criei. – Debocho.
-Será que criou?
-Não tenho certeza.
-Me beije – ela diz.
Vejo ela mover-se pela sala. Deslizando sobre o assoalho, sua forma de sombra. Não sinto absolutamente nada, ela acende a luz. Não há mais outros quadros, molduras. Só há um, e nele estou. Ela sorri escarnecendo, fecha a porta.
Estático eu fico preso à parede.
Estático eu fico preso à parede.
-Então quem criou quem?
(escuridão.)
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Mais Bienal.
Eis que me deparei com um flyer hoje do tão aclamado evento. Sério... chega a ser uma caricatura o negócio. Eu me perguntei durante os quatro anos na instituição de belas(?)-artes(?) qual a finalidade disso tudo?
Ano 1:
Viajando sobre a composição. Experimentando as riquezas e vastidões de uma folha de papel:
O desenho.
E então paramos na bienal... Ferro, madeira e até chocolate. Eu me pergunto, cade a arte nessa merda?
Santinhos de chocolate?
Por favor.
Economizando linhas, laudas.
Frase de um caderno antigo (2003)
"Ter ido à bienal só mostrou que existem muito mais idiotas no mundo que imaginava, não é só no Brasil é na América-Latina toda, e no mundo. Realmente perdi um dia da minha vida vendo lixo."
Boa Bienal
Ano 1:
Viajando sobre a composição. Experimentando as riquezas e vastidões de uma folha de papel:
O desenho.
E então paramos na bienal... Ferro, madeira e até chocolate. Eu me pergunto, cade a arte nessa merda?
Santinhos de chocolate?
Por favor.
Economizando linhas, laudas.
Frase de um caderno antigo (2003)
"Ter ido à bienal só mostrou que existem muito mais idiotas no mundo que imaginava, não é só no Brasil é na América-Latina toda, e no mundo. Realmente perdi um dia da minha vida vendo lixo."
Boa Bienal
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A merda da Bienal
É engraçado... De dois em dois anos todos os países do Mercosul (e outros, não entendo o que e a econômia tem a ver com isto, peraí tem sim). Se juntam em POA para... fazer MERDA. Lá vão estar todos os merdas dos artistas contempôraneos, dançarinos, escritores, cineastas. Todos os merdas estarão lá, os figurões que não sabem desenhar, os figurões que não sabe entender arte também.
Aliás é algo que sinto ojeriza.
TODO IMBECIL ENTENDE DE ARTE HOJE EM DIA!
(sempre foi assim, leiam Ensaio sobre a modernidade)
A grande verdade é que sempre foi assim, os posudos e intelectualóides vão lá nas exposições (quando se trata de bienal leia: recanto burguês disfarçado de movimento popular).
Fato é que todo movimento outrora "popular" vira movimento burguês. E sério dá nojo os bostinhas lá se fazendo de engajados, a FAÇA-ME O FAVOR!
Pois bem esse ano (2009) mais uma BIENAL do LIXO. Cheia de gente sem criatividade nenhuma, tentando inovar com novos suportes, novas leituras, novas interações... E lá os transeuntes ficarão atônitos cheios de lágrimas por entenderem a GRANDE e NOVA ARTE:
O VAZIO.
Afinal hoje em dia todo mundo é artista, escritor e filosófo. Somos os grandes pensadores de merda, com a cabeça cheia de porra nenhuma tresloucados numa sala escura e cheia de cadáveres.
Isso somos nós.
Os grandes "novatos", achando que tudo sabemos. Que nossas expressão é demais. E que a minha instalação é a melhor do mundo. Que haverão altos "happenings".
Mas no fim todos sabemos a resposta...
A bienal será mais um eventinho para pessoas radicais e "civilizadas" que apreciam "arte"(?) e fazem...
"arte"(?).
Isso aí boa sorte para os que vão no MEGA evento Burguês disfarçado de popular que acontece de dois em dois anos em Porto Alegre - Rs. Não me convidem e nem quero saber sobre.
Aliás é algo que sinto ojeriza.
TODO IMBECIL ENTENDE DE ARTE HOJE EM DIA!
(sempre foi assim, leiam Ensaio sobre a modernidade)
A grande verdade é que sempre foi assim, os posudos e intelectualóides vão lá nas exposições (quando se trata de bienal leia: recanto burguês disfarçado de movimento popular).
Fato é que todo movimento outrora "popular" vira movimento burguês. E sério dá nojo os bostinhas lá se fazendo de engajados, a FAÇA-ME O FAVOR!
Pois bem esse ano (2009) mais uma BIENAL do LIXO. Cheia de gente sem criatividade nenhuma, tentando inovar com novos suportes, novas leituras, novas interações... E lá os transeuntes ficarão atônitos cheios de lágrimas por entenderem a GRANDE e NOVA ARTE:
O VAZIO.
Afinal hoje em dia todo mundo é artista, escritor e filosófo. Somos os grandes pensadores de merda, com a cabeça cheia de porra nenhuma tresloucados numa sala escura e cheia de cadáveres.
Isso somos nós.
Os grandes "novatos", achando que tudo sabemos. Que nossas expressão é demais. E que a minha instalação é a melhor do mundo. Que haverão altos "happenings".
Mas no fim todos sabemos a resposta...
A bienal será mais um eventinho para pessoas radicais e "civilizadas" que apreciam "arte"(?) e fazem...
"arte"(?).
Isso aí boa sorte para os que vão no MEGA evento Burguês disfarçado de popular que acontece de dois em dois anos em Porto Alegre - Rs. Não me convidem e nem quero saber sobre.
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