Como posso seguir?
Como seguir em silêncio?
Acordar no meio da noite iluminada.
Sem sequer ter dormido.
Pode acreditar, morro.
Pode negar, mas eu morro.
Morro em silêncio.
Faleço ao não falar.
Padeço ao não tentar.
Desacordo ao acreditar.
Sofrer por sofrer.
Acordar por acordar.
Um momento falante.
Mero discuido.
E a noite...
A mais quieta, perde o decoro.
E observa sozinha.
A parte que morre em silêncio.
Mostrando postagens com marcador Insatisfação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Insatisfação. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A feira - Uma abordagem interna. Parte II
Outra coisa que me deixou estupefacto é o fato de que o maior "evento" da feira foi um show de banda EMO. Foi o maior público da Feirinha, gente para caramba. Franjinhas, alargadores, calças socadinhas, converse coloridinhos e carinhas joviais (ui). Enfim, se eu fosse organizador da feira proibiria qualquer evento que não fosse literário, se é pra ter showzinho faça a feira da música. Honestamente fico puto com essas frescuras, parece feira MESMO. Sabe, aquelas feiras que existem no interior - Fepimenta, Fenadoce, Femilhoverde, Fenamerda- Tá o que diabos tem uma coisa a ver com a outra? Ok, estou há tempos sem postar e ainda estou de mau-humor (foda-se).
Sem contar que o HomeNageado foi o Mario Benedetti, para os que não sabem, o poeta-escritor-uruguaio virou presunto este ano, então levantei outro questionamento... se é para homenagear os mortos, por que diabos um escritor URUGUAIO? Existem vários gauchos mortos: Érico Veríssimo, Caio F., Moacir Sclyar (hahahaha)!
Odeio essas coisas de pagapau, nada contra o Mario (tudo que li dele gostei). Porra, mas aí é foda o cara nunca veio a Pelotas, morreu sem nem saber o que era Pelotas. Aí me vem um imbecil da Organização e resolveu homenagea-lo, aposto que nunca leu nada dele e o fez só porque deve ter lido em um canto obscuro da porcaria da ZH então, resolveu fazer essa boação. Enfim... Se quiserem homenagear o Mario, leiam seus livros.
Sem contar que o HomeNageado foi o Mario Benedetti, para os que não sabem, o poeta-escritor-uruguaio virou presunto este ano, então levantei outro questionamento... se é para homenagear os mortos, por que diabos um escritor URUGUAIO? Existem vários gauchos mortos: Érico Veríssimo, Caio F., Moacir Sclyar (hahahaha)!
Odeio essas coisas de pagapau, nada contra o Mario (tudo que li dele gostei). Porra, mas aí é foda o cara nunca veio a Pelotas, morreu sem nem saber o que era Pelotas. Aí me vem um imbecil da Organização e resolveu homenagea-lo, aposto que nunca leu nada dele e o fez só porque deve ter lido em um canto obscuro da
Marcadores:
Crítica,
Emo,
Feira do Livro Pelotas,
Insatisfação,
Intelectualóides,
Ironia,
Mario Benedetti
A feira - Uma abordagem interna. Parte I
Entre os dias 30 de outubro e 15 de novembro do corrente ano, ocorreu a 37ª feira do livro de Pelotas , onde pela primeira e última vez trabalhei, e os espólios da feira agora estão por aí. Do ponto de vista comercial a feira foi mediana, do ponto de visto cultural medíocre e do ponto de vista literário (e do meu também) foi uma bela porcaria. Tudo bem, livros novos são legais de expor e nisso a feira estava bem servida, livros novos com preços bacanas por todos os lados, mas a pergunta é:
-ONDE ESTAVAM OS SEBOS???????????
Tu podias encontrar qualquer livro lá, contanto que os mesmos estivessem nos catálogos das editoras e nisso as livrarias que comercializavam livros novos foram bem competentes: organização, descontos, infra-estrutura e etecetera. Porém, só agrada as pessoas que procuram lançamentos e livros que podem ser achados todo ano (ok, é válido na feira pelo desconto), mas pessoas como eu que curte o livro e aquela compra por impulso quando se encontra um novo título aleatório com um preço bacana.
O que me deixou puto nessa feira foi o facto dos livros usados estarem no mesmo preço que a maioria dos novos e por muita sorte - muita mesmo- achei alguns usados baratos. Honestamente, aqui está valendo muito mais a pena comprar livros novos. Já que não existem sebos decentes nessa cidade, inclusive o único que se encontra títulos interessantes custo/benefício bons não estava na feira.
Enquanto isso a feira continua focada em livros novos, como previamente disse, sempre vai existir mercado livros novos.Já os usados estão cada vez mais de "canto" nessa cidade, e o que eu me pergunto - Onde está a democratização da cultura? Vale lembrar, que não estou aqui para detonar com as bancas que comercializaram livros novos (até porque eu trabalhei em uma que vendia livros novos) mas poxa vida os sebos daqui deveriam vender os seus livros mais baratos. Tudo bem, não é barato manter-se e as coisas são caras... Porém, é extremamente injusto o livreiro que comercializa usados, o cara vai e compra um livro por 2 reais ou 1 real e vende por 15/20/25 reais. As livrarias que vendem livros novos tem seu material tabelado, e não estou defendendo. Falo porque é bem assim mesmo. É frustrante tu chegar na feira do livro e ver que o único sebo que tem, vende seus livros mais caros que na estante virtual somando o frete e colocando mais 50%. Gostaria de parabenizar o Senhor dono do Sebo em questão, por ver o quanto ele é mercenário e abusivo legal nos seus preços.
Se tu queres comprar bons livros com preço baixo, comprem os de bolso NOVOS, e não procurem os sebos da zona portuária.
Nada pessoal, Sr. dono da Icária, mas cobrar 20 reais por um livro despedaçado é foda. Não irei comprar nunca, até porque no estante virtual tá 4 reais, mais o frete dá 9,50 seu bobão.
-ONDE ESTAVAM OS SEBOS???????????
Tu podias encontrar qualquer livro lá, contanto que os mesmos estivessem nos catálogos das editoras e nisso as livrarias que comercializavam livros novos foram bem competentes: organização, descontos, infra-estrutura e etecetera. Porém, só agrada as pessoas que procuram lançamentos e livros que podem ser achados todo ano (ok, é válido na feira pelo desconto), mas pessoas como eu que curte o livro e aquela compra por impulso quando se encontra um novo título aleatório com um preço bacana.
O que me deixou puto nessa feira foi o facto dos livros usados estarem no mesmo preço que a maioria dos novos e por muita sorte - muita mesmo- achei alguns usados baratos. Honestamente, aqui está valendo muito mais a pena comprar livros novos. Já que não existem sebos decentes nessa cidade, inclusive o único que se encontra títulos interessantes custo/benefício bons não estava na feira.
Enquanto isso a feira continua focada em livros novos, como previamente disse, sempre vai existir mercado livros novos.Já os usados estão cada vez mais de "canto" nessa cidade, e o que eu me pergunto - Onde está a democratização da cultura? Vale lembrar, que não estou aqui para detonar com as bancas que comercializaram livros novos (até porque eu trabalhei em uma que vendia livros novos) mas poxa vida os sebos daqui deveriam vender os seus livros mais baratos. Tudo bem, não é barato manter-se e as coisas são caras... Porém, é extremamente injusto o livreiro que comercializa usados, o cara vai e compra um livro por 2 reais ou 1 real e vende por 15/20/25 reais. As livrarias que vendem livros novos tem seu material tabelado, e não estou defendendo. Falo porque é bem assim mesmo. É frustrante tu chegar na feira do livro e ver que o único sebo que tem, vende seus livros mais caros que na estante virtual somando o frete e colocando mais 50%. Gostaria de parabenizar o Senhor dono do Sebo em questão, por ver o quanto ele é
Se tu queres comprar bons livros com preço baixo, comprem os de bolso NOVOS, e não procurem os sebos da zona portuária.
Nada pessoal, Sr. dono da Icária, mas cobrar 20 reais por um livro despedaçado é foda. Não irei comprar nunca, até porque no estante virtual tá 4 reais, mais o frete dá 9,50 seu bobão.
Marcadores:
Crítica,
Feira do Livro Pelotas,
Insatisfação,
Intelectualóides,
Sebos ladrões
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Correr ou lutar? - Nenhum.
É bem isso.
Nenhum.
Estranho? Simples, quantas vezes já lutasse contra algo que não há possibilidade de vitória e quantas vezes já corresse de confrontos inevitáveis?
A resposta é simples:
-Nenhum, além disso é inútil. Perder energia...
Face a face com tais possibilidades, sobra o tédio. Aquela sensação de Déja vu inesgotável. E tem horas que parecem que tenho um saquinho cheios de pocket déja vu.
Quando nada mais surpreende a gente, sobra a surpresa por coisas que normalmente não nos surpreenderiam. Logo, o efeito seria extremamente antagônico que o inicial. Algo tipo...psicologia reversa para newbies.
Outro assunto esbarra o tédio.
Se ele é indestrutível qual é o problema?
-NENHUM!
O mundo não é lá tão colorido assim para que todas as coisas sejam tão vermelhinhas ou rosáceas(é da flor mesmo). Não gosto da visão Doriana of life. Sentar à mesa com o sorriso borrachudo, a boca cheia de pão, cabelos loiros ao vento e aquela cara de retardado nojento olhando para os "familiares" com carinha de cãozinho feliz. Sinceramente eu odeio Margarina e odeio as propagandas de Margarina (embora não assista tv há mais de 4 anos, não gostava das propagandas mesmo).
E que artefato inútil essa tal televisão.
Sobra outra probabilidade:
-Famílias imperfeitas - Não recordo de outras propagandas, não vejo tv lembram?
Igual, não faz sentido nada nesse post, e o que na nossa vida faz sentido?
Ser tragado pela alegria ou pela tristeza?
Margarina ou Manteiga?
Correr ou lutar?
Nenhum.
Sobra então a noite. E ela é toda minha.
Nenhum.
Estranho? Simples, quantas vezes já lutasse contra algo que não há possibilidade de vitória e quantas vezes já corresse de confrontos inevitáveis?
A resposta é simples:
-Nenhum, além disso é inútil. Perder energia...
Face a face com tais possibilidades, sobra o tédio. Aquela sensação de Déja vu inesgotável. E tem horas que parecem que tenho um saquinho cheios de pocket déja vu.
Quando nada mais surpreende a gente, sobra a surpresa por coisas que normalmente não nos surpreenderiam. Logo, o efeito seria extremamente antagônico que o inicial. Algo tipo...psicologia reversa para newbies.
Outro assunto esbarra o tédio.
Se ele é indestrutível qual é o problema?
-NENHUM!
O mundo não é lá tão colorido assim para que todas as coisas sejam tão vermelhinhas ou rosáceas(é da flor mesmo). Não gosto da visão Doriana of life. Sentar à mesa com o sorriso borrachudo, a boca cheia de pão, cabelos loiros ao vento e aquela cara de retardado nojento olhando para os "familiares" com carinha de cãozinho feliz. Sinceramente eu odeio Margarina e odeio as propagandas de Margarina (embora não assista tv há mais de 4 anos, não gostava das propagandas mesmo).
E que artefato inútil essa tal televisão.
Sobra outra probabilidade:
-Famílias imperfeitas - Não recordo de outras propagandas, não vejo tv lembram?
Igual, não faz sentido nada nesse post, e o que na nossa vida faz sentido?
Ser tragado pela alegria ou pela tristeza?
Margarina ou Manteiga?
Correr ou lutar?
Nenhum.
Sobra então a noite. E ela é toda minha.
Marcadores:
Confusão,
Delírios,
desespero,
Hipocrisia,
Insatisfação,
tédio
sábado, 10 de outubro de 2009
Chuva Vermelha
Tem coisas que deveriam ficar fechadas. Portas que nunca deveriam ser abertas, e assim é o que somos.
Portas. Janelas. Buracos.
É aquela hora que se observa o que não existe, mas de certa forma existe, formando nuvens negras à tua volta. E as nuvens relampeiam, chovem e gritam estrondosamente. A tempestade formada no vácuo.
No olho do furacão formam-se rostos, corpos e pesadelos que não deveriam estar naquele lugar, mas estão. Te encaram com olhos vermelhos e o máximo que consegue sentir é um esboço de uma emoção. E aquela água toda, aquele vento te encobrem por completo.
Ah, caímos tão lentamente mas sentimos o impacto multiplicado por mil. A velocidade é uma inconstância da alma. Em dias que tempo parace apenas uma musiquinha em uma caixa de som antiquíssima feita de cedro.
A música é só um adendo quase que imperceptível, já que os trovões alardeam o nada. Viver parece isso, uma chuva. E não chove para sempre...
Portas. Janelas. Buracos.
É aquela hora que se observa o que não existe, mas de certa forma existe, formando nuvens negras à tua volta. E as nuvens relampeiam, chovem e gritam estrondosamente. A tempestade formada no vácuo.
No olho do furacão formam-se rostos, corpos e pesadelos que não deveriam estar naquele lugar, mas estão. Te encaram com olhos vermelhos e o máximo que consegue sentir é um esboço de uma emoção. E aquela água toda, aquele vento te encobrem por completo.
Ah, caímos tão lentamente mas sentimos o impacto multiplicado por mil. A velocidade é uma inconstância da alma. Em dias que tempo parace apenas uma musiquinha em uma caixa de som antiquíssima feita de cedro.
A música é só um adendo quase que imperceptível, já que os trovões alardeam o nada. Viver parece isso, uma chuva. E não chove para sempre...
Marcadores:
Aparências,
Delírios,
depressão,
desespero,
Insatisfação,
tédio
domingo, 27 de setembro de 2009
It's a sin.

Condenados! Nascemos e nos condicionamos a resignação enquanto seres humanos/sociais. Será que é fácil condenar mais os outros do que a sí próprio? Pois há quem se preocupe com estas convenções. Algumas coisas são ampliphicadas para que no geral criem-se mais categorias excludentes, quando na verdade há três coisas: Confiança, Lealdade e Prazer. E nesses três quesitos se expandem em uma gama de coisas inúteis. E geralmente as pessoas te olham com uma cara quando fazemos algo que é só nosso, e que apenas nós obtemos prazer não é?
Father, forgive me, I tried not to do it
Turned over a new leaf, then tore right through it
Whatever you taught me, I didn't believe it
Father, you fought me, 'cause I didn't care
And I still don't understand
So I look back upon my life
Forever with a sense of shame
I've always been the one to blame
For everything I long to do
No matter when or where or who
Has one thing in common, too
It's a, it's a, it's a, it's a sin
It's a sin
Everything I've ever done
Everything I ever do
Every place I've ever been
Everywhere I'm going to - it's a sin
Trecho: It's a sin - Petshop boys
As coisas que fazemos, são em muitas "erradas" para que os outros condenem, julguem e na na maioria das vezes sintam vontade de fazer e não o fazem a não ser no plano das idéias (que é a mesma coisa, como diz Goethe: "Não há diferença em crimes cometidos pela mente")
Será tão errado andar do jeito que se quer e quando se quer? E das coisas que gostamos todos condenam mas fazem escondidos e se julgamento interno? Ou o julgamento externo é mais importante?
"(...)Que se enganem os outros com nossa aparência mais serena. Aquilo que sabe o coração falso, a cara falsa deve esconder." - Macbeth Ato I cena VII.
E vamos todos dançar a dança do condenar sem olhar para o umbigo? Andaremos descalço fingindo caminhar sobre carvão quando o chão é de algodão?
Marcadores:
Delírios,
desespero,
Hipocrisia,
Insatisfação,
Pet Shop Boys
Assinar:
Postagens (Atom)
